Ah! Plangentes violões dormentes, mornos,

Soluços ao luar, choros ao vento...

Tristes perfis, os mais vagos contornos,

Bocas murmurejantes de lamento.

 

Noites de além, remotas, que eu recordo,

Noites de solidão, noites remotas

Que nos azuis da Fantasia bordo,

Vou constelando de visões ignotas.

 

[...]

 

Vozes veladas, veludosas vozes,

Volúpia dos violões, vozes veladas,

Vagam nos velhos vórtices velozes

Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.

 

[...]

 

Que esses violões nevoentos e tristonhos

São ilhas de degredo atroz, funéreo,

Para onde vão, fatigadas do sonho,

As almas que se abismaram no mistério.

 

Cruz e Souza, em “Broquéis”.

 

Trabalhando, gostando e descobrindo que o meu setor será desmantelado.

Estudando, e sabendo o quão estúpido eu sou por isso.

Caminhando, e estando com tendinite no pé.

Cozinhando, me machucando e cortando meio polegar: sangrando ainda.

Ouvindo “Learn to be lonely”, e pensando que a viagem pode ser mais curta do que o itinerário previsto... E talvez não seja uma má idéia...

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Calma, calma... Nada de reações explosivas... Sofra em silêncio...

Escrito por GUi FicKle às 21h03
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