SONHOS...

Eu não sou muito de sonhar – à noite – e, se sonho, provavelmente não me lembro depois. Esta noite foi diferente – e como eu gostaria que não tivesse sido. Não lembrei do sonho logo ao acordar, mas me despertei com uma sensação estranha. Agora, trabalhando, vieram-me algumas cenas à mente desse sonho – digo sonho porque também não foi exatamente um pesadelo – e elas não têm largado minha memória desde então. Estranho demais, e em um momento não propício. Peças que a mente prega em nós, e das quais não podemos escapar.

Escrito por GUi FicKle às 12h02
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Leiam o post do dia 7.
Não, não foi em 2005 que as barreiras foram superadas.
Algum gênio mau, por certo, rogou maldição sobre o dia.
Insuperável. Insuportável.

Escrito por GUi FicKle às 12h04
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Screenplay...

6:30 Despertador toca, como sempre.
6:35 Decido me levantar, pelo menos para desligar aquela coisa.
6:40 Vestido, vou correr. Percepção de que tudo ainda está escuro! “Minha cami-nha...”
7:45 Em casa, mas ainda correndo para tomar banho, me vestir, pegar tudo que eu preciso para o dia, sendo que será um longo dia...
8:10 Esperando o ônibus... tédio.
8:20 No bus, lendo Legislação Administrativa... um pouco mais de tédio.
9:05 No centrão! De volta à batalha, mas começando a me acordar e a me animar!
9:25 No Tribunal... nada para fazer... Papear com os colegas de trabalho. Tema de conversa: importância de determinadas quantidades de cellos em uma orquestra sin-fônica... Ah! Até que pode ser divertido, vai?
9:40 Pesquisar a geografia vêneta: 54% de planícies, 27% de montanhas, 14% de colinas... Um dia eu, meu amor, e amigos (agregados) comprovaremos os dados.
10:15 Primeira pausa de não fazer nada: ir para as escadarias conversar com os ou-tros estagiários. (Não fazer nada porque o meu serviço foi barrado por novos proce-dimentos do tribunal. Eu já criei uma alternativa – bem legal, pelo que eu percebi – mas ela ainda está na mesa da minha coordenadora e até ela analisá-la, estou na fol-ga).
10:25 Começar a me desanimar um pouco mais com a falta do que fazer.
10:45 Ouvir Roxette e começar a escrever este post...
10:55 Postar e, provavelmente, começar a dormir de óculos escuros... E que fome! (Perceberam, ainda não comi nada o dia inteiro!)

E que a maratona de datas comece!!!

Escrito por GUi FicKle às 11h01
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Aniverário chegando... Será que este ano as coisas serão diferentes. Não bastasse eu saber que isso depende APENAS de mim, todo mundo vem me dizer isso... Vamos ver se certas barreiras serão superadas.

Il mondo,
soltanto adesso io ti guardo.
Nel tuo silenzio io mi perdo.
E sono niente accanto a te.

Escrito por GUi FicKle às 12h01
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Think of me, think of me fondly, when we've said goodbye.
Remember me once in a while - please promise me you'll try.
When you find that, once again, you long to take your heart back and be free
If you ever find a moment, spare a thought for me...
We never said our love was evergreen, or as unchanging as the sea -
but if you can still remember, stop and think of me...

Think of all the things we've shared and seen
- don't think about the things which might have been...

Think of me, think of me waking, silent and resigned.
Imagine me, trying too hard to put you from my mind.
Recall those days, look back on all those times,
think of the things we'll never do -
there will never be a day, when I won't think of you...

Escrito por GUi FicKle às 11h31
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=^)

Há algum tempo eu disse que seria triste, uma vida inteira, ou um período até que algo mudasse, até que o mundo fosse outro. O universo não conspirava para isso, a atmosfera era inerte, tudo igual, igual, igual...

Há algum tempo percebi o erro. Há algum tempo me dei conta que as frases eram falsas, ilógicas, não-naturais. "Um dia serei feliz, um dia o algo que espero acontecerá e a felicidade chegará". Ser feliz não serve para conjugação em tempos futuros. Ser feliz se conjuga apenas no presente, simplesmente. Quando disse "sou feliz", sob condição nenhuma, o mundo mudou. O universo não é aquilo que é, e sim aquilo que programamos para ser. E decretei minha felicidade e vivi de acordo com aquilo todos os dias seguintes, e consegui. Bastou querer, bastou me esforçar um pouco e, acima disso, precisou que eu percebesse, que eu abrisse os olhos! No que está a felicidade? Em um amor, em dinheiro, em liberdade, em uma terra distante, em um ideal a se alcançar? Não! Nunca! Como estará externa a nós? Sempre que alcançamos algo que queremos, acabaramos desejando algo diferente, e assim postergaramos a felicidade ao infinito e, certamente, nunca a encontraremos e atiraremos uma vida ao vento de um destino que, por mais perfeito que seja, não será o suficiente. Não, não! Digo, sim! Feliz, sou feliz, feliz porque quero que assim eu seja. Feliz por chover, ou fazer sol. Por ter, por querer, por perder e sentir falta. Feliz por relembrar o passado, por planejar o futuro, mas feliz apenas no presente, porque somente assim é POSSÍVEL. Feliz por prazer, feliz pela melancolia; feliz pela música e pelo silêncio; pelo dormir cansado, por estar agitado aos pulos; por ganhar dinheiro, por gastá-lo, por ter que lutar por ele; por estar aqui, por poder não estar mais; feliz por rir, por chorar; por amar e por odiar.

Depois de repetir "feliz" 14 vezes, penso que é importante sintetizar. Feliz por viver, e por poder gozar de todas as prerrogativas de pensar e sentir, que implica em estar alegre, mas também em sofrer. Feliz por ser humano.

Escrito por GUi FicKle às 13h59
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Ao som de "staring at the sun"...

Mandatos e mandados. Mútuos, comodatos, consignações. Falências, concordatas. Proventos, emolumentos, vencimentos, honorários, estipêndios. Embargos, agravos.

O dia está repleto de sons estranhos, ruídos semânticos de longínqua relevância – para mim.

Nem tanto. Ultimamente certos momentos de tédio têm se transformado em desco-bertas razoavelmente interessantes... Uma vez fickle, sempre fickle, né?

De algo ainda me desligar não consegui: o idealismo. Fato bom ou ruim, só o futuro vai esclarecer.

Escrito por GUi FicKle às 11h18
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Some Poetry°°°°°°°°°°°°°°°°

Letargia hedionda que ronda o Sol.
O dia em noite se transforma,
A cor em negro se transmuta,
Os olhos fatigados finalmente se fecham.

Acorde, acorde: sempre acorde.
Olhos se abram!
Há cor e há dia.
A noite nunca é perpétua,
O negro existe pela alvura.

Aurora, deusa da metáfora:
À Fortuna o alvorecer não pertence.
Ele retorna, sempre retorna.
Não ao Acaso.
Hoje e sempre e sempre e
Sempre.

Escrito por GUi FicKle às 12h53
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não.

Enjaulado por mim mesmo.

Resignado.

O que fazer agora? Ainda estou pensando, mas parece que darei adeus a tudo/todos que eu conheço. Talvez seja melhor assim.

Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my thoughts
Let me sing you a waltz
About this one night stand

You were for me that night
Everything I always dreamt of in life
But now you're gone
You are far gone
All the way to your island of rain.

chiuso.

fermé.

closed.

fechado.

Escrito por GUi FicKle às 09h22
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REFLEXÕES INTERNAS, ao som de The Carpenters...

Uma vida cheia de dúvidas, buscas, escolhas. Uma vida de incertezas, de inseguranças. Uma vida complicada, mas verdadeira: sempre verdadeira.

Viver intensamente, menos quando a preguiça vence. E ela há de derrotada.

Viver loucamente, menos quando o medo impede. E ele há de ser transposto.

Viver alegremente, menos quando a tristeza se fortalece. E ela há de ser derrubada.

Viver melancolicamente – porque essa é minha essência-, menos quando a depressão supera. E ele há de ser comedida.

Viver socialmente, menos quando a necessidade de solidão impera. E ela há de ser enterrada.

Viver altruisticamente, menos quando o egoísmo governa. E ele há de ser deslocado.

Viver filantropicamente, menos quando Eres surge como companhia. E ela há de ser esquecida.

Viver sonhando, menos quando a dor da realidade endurece. E ela há de ser apaziguada.

Viver sinceramente, menos quando a dissimulação torna-se fácil. E ela há de ser expurgada.

Viver cantando, menos quando a feiura domina. E ela há de ser reconfigurda.

Viver amando, amando, só amando. Menos quando? Não há desculpa para viver odiando: suicídio, abdicação de toda intensidade, loucura, alegria, melancolia, socialização, altruísmo, filantropia, sonho, sinceridade, canção que inunda o mundo.

Nostalgia, ação, sonho. Passado, presente, futuro. Todos reunidos em um só equilíbrio.

Fazer melhor, ser melhor, viver melhor, enfim, é uma questão de luta, uma questão de autodeterminação! Elevação do espírito para o seu máximo: let the dream descend!

Talvez eu tenha perdido muitas das lutas que eu travo, proclamo e conclamo. Certamente perderei muito delas, mas hei de continuar nesta demanda.

 

Tomorrow will be brighter than today... And today is already brighter than yesterday!

Escrito por GUi FicKle às 13h55
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Cardápio Matinal de um Dia Especial

7:30 Despertador tocando Bach...

7:35 Dar-me conta de que algo acontecia.

7:40 Tomar banho... mais reclamar do que tomar banho.

7:50 Correr se para se vestir: limpar sapato, procurar o cinto, encontrar uma camisa passada, sentir frio e pegar um blazer, sortear um perfume.

7:55 Dar uma olhada no espelho e - espanto - gostar até do resultado.

8:00 Catar o guarda-chuva e nadar pela cidade.

8:15 Pegar um ônibus, ouvindo músicas "bregas", e pensando: 6 meses!!

9:00 Chegar no centro e lutar... lutar por um lugar na calçada! Coordenar pasta, gurda-chuva, transeuntes, carros, direções, ônibus, chuva, panfleteiros e camelôs! UFA!

9:15 Finalmente, no tribunal... Começar a não fazer nada e a pensar: como vai ser bom o feriadão! Como será boa a noite com meu amor!

10:00 Manter-me afiado nos estudos da Constituição da Confederação Helvética (Suíça)... O que de mais interessante poderia eu fazer por aqui??? (Já sei, escrever nesse blog... vocês me amam!)

11:00 Telefonar para o amor da minha vida e acertar os detalhes da noite... Dar uma brigadinha e sentir um pouco de ciúme, para não perder a prática, é claro!

11:25 Começar a escrever este post porque a Aline pediu e eu estava mesmo precisando de algo para fazer até 11:30, meu horário de almoço.

Planos? Almoçar no MARGS, apreciar uma exposição de fotografias e voltar para o trabalho. Sair Às 18:00, enfrentar o trânsito maldito da cidade e ir para minha consulta. Esperar vocês-sabem-quem para ir a um jantar romântico em comemoração ao meio ano de felicidade!

Completando: hoje está chovendo e mesmo assim eu estou feliz demais! Cara, estou mudando velhos hábitos!

Bom feriado!

Escrito por GUi FicKle às 11h33
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THE MUSIC OF THE NIGHT

Just feel it...

Night-time sharpens, heightens each sensation
Darkness wakes and stirs imagination
Silently the senses abandon their defences
helpless to resist the notes I write
for I compose the music of the night

Slowly, gently, night unfurls its splendour
Grasp it, sense it - tremulous and tender
feeling is believeing
music is decieving
hard as lightning, soft as candlelight
dare you trust the music of the night

close your eyes for your eyes will only tell the truth
and the truth isn't what you want to see
in the dark it is easy to pretend
that the truth is what it ought to be

and listen to the music of the night

Softly, deftly,
music shall carress you
hear it, feel it, secretly posess you
Open up your mind,
let your fantasies unwind,
in this darkness which you know
you cannot fight -
the darkness of the music
of the night

close your eyes, start a journey
through a strange, new world!
Leave all thoughts
of the world you knew before
close your eyes, let the music set you free
only then can you belong to me

Floating, falling, sweet intoxication!
Touch me, trust me,
savour each sensation!
Let the dream begin,
let your darker side give in
to the power of the music that I write -
the power of the music of the night...

You alone can make my song take flight -
help me make the music of the night

Escrito por GUi FicKle às 13h43
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Ah! Plangentes violões dormentes, mornos,

Soluços ao luar, choros ao vento...

Tristes perfis, os mais vagos contornos,

Bocas murmurejantes de lamento.

 

Noites de além, remotas, que eu recordo,

Noites de solidão, noites remotas

Que nos azuis da Fantasia bordo,

Vou constelando de visões ignotas.

 

[...]

 

Vozes veladas, veludosas vozes,

Volúpia dos violões, vozes veladas,

Vagam nos velhos vórtices velozes

Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.

 

[...]

 

Que esses violões nevoentos e tristonhos

São ilhas de degredo atroz, funéreo,

Para onde vão, fatigadas do sonho,

As almas que se abismaram no mistério.

 

Cruz e Souza, em “Broquéis”.

 

Trabalhando, gostando e descobrindo que o meu setor será desmantelado.

Estudando, e sabendo o quão estúpido eu sou por isso.

Caminhando, e estando com tendinite no pé.

Cozinhando, me machucando e cortando meio polegar: sangrando ainda.

Ouvindo “Learn to be lonely”, e pensando que a viagem pode ser mais curta do que o itinerário previsto... E talvez não seja uma má idéia...

---

Calma, calma... Nada de reações explosivas... Sofra em silêncio...

Escrito por GUi FicKle às 21h03
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My head is a mess.

My heart is a mess.

My room is a mess.

My life is a mess.

Everything is a mess.

 

O Fantasma… Não por moda, não pelo momento, mas pela vida. Sim, sempre gostei e lutei muito caçando o texto completo há alguns anos. Não existe nada mais complexo e humano do que the Phantom! Nada mais verdadeiro e real e caricatural e exagerado e extremo e imaginário. Lê Phantôme nasce e se cria no sofrimento de um mundo que não o entende – e alguém, algum dia, entenderá o mundo em que vive? Um mundo cheio de menitiras, um mundo cheio de tristezas, depressões, amarguras. Carrascos e mais carrascos desfilam uma moda mórbida e sombria, destruindo sentimentos puros. Mas o Fantasma, mesmo em sua doentia forma de viver, encontra forças na sua escuridão – interior e ambiental – para amar. Simplesmente amar. Amar com toda sua força e devoção. Com um coração completo. Sem “se”, sem “quando”, sem “como”. Amar com altruísmo e egoísmo... Mas amar plenamente. Prova derradeira? Deixar a pessoa amada partir talvez tenha sido sua maior prova de toda energia e vigor do que pulsava em seu peito. Passamos a vida querendo amar assim e fingimos o tempo inteiro que conseguimos – e somos tão bons atores que acreditamos. Em um mundo cheio de mentiras e confusões; de ilusões, de ilusionistas e de iludidos, que ser é mais perfeito do que aquele que atinge a mais profunda verdade com um sentimento tão fundamental e tão último? O Fantasma é completo e eu o adimiro. E sei também que ele é demais para o nosso mundo: sempre viverá longe de nossos olhos, escondido por máscaras, enterrado em subterrâneos.

 

---

 

Child of the wilderness
Born into emptiness
Learn to be lonely
Learn to find your way in darkness
Who will be there for you
Comfort and care for you
Learn to be lonely
Learn to be your one companion
Ever dreamed out in the world
There were arms to hold you?
You’ve always known
Your heart was on its own
So laugh in your loneliness
Child of the wilderness
Learn to be lonely
Learn how to love life that is lived alone
Learn to be lonely
Life can be lived
Life can be loved
Alone.

 

---

 

Comprei um vinho francês hoje: pagamento será fruto do primeiro salário da minha vida. Brindarei logo mais, sozinho, as The Phantom...

 

E sumindo mais uma vez...

Escrito por GUi FicKle às 21h39
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LOST!!!

Voltando a escrever em um momento mais triste que alegre, as usual. Vou respirar. Tenho que medir. Tenho que apenas sentir.  Usar a intuição, a razão e a emoção. Viver. Manter. Destruir e conservar: modificar... Mutilar? Tenho que cantar tanto odes como elegias.  Tonto, perdido... em todos os sentidos... em todas as áreas... não tendo muito onde e a quem recorrer. Mas como certos ideogramas estão pulsando na minha mente: HOPE, em tanto sofrimento que Pandora nos libertou, resta ainda uma luz para nos orientar em meio a tanta dor.  

 

There was a time of happiness...

There was a time of despair…

There was a time for tears…

 

Now I live the time of inertia,

A time for reflections.

 

There will be a time for decisions…

There will be a time for answers…

There will be a time when happiness will live again.

 

---- comendo mm’s. ----

Escrito por GUi FicKle às 22h50
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